O Carlos me deu um tema pra escrever um texto, que está mais pra desafio.
E o tema é: papagaio. O.o
Não foi fácil pensar no que escrever, mas depois de incríveis trinta minutos consegui produzir alguma coisa em um nível que eu espero que seja aceitável.
E o texto é...
O papagaio que era amado
Era uma vez uma garota que ganhou um papagaio. Foi no seu aniversário de dez anos, a garota queria um bichinho e pediu para seu pai. Obviamente o que ela esperava era um grande e lindo cachorro, ou um elegante gato. Quando lhe trouxeram o papagaio, magricela e de um verde-amarelado quase doentio, se decepcionou. Mas, como não era do tipo que fica entristecida por esse tipo de coisa, preferiu pensar pelo lado bom: pelo menos não era um peixe.
Depois de algum tempo em sua casa, o papagaio perdeu sua aparência de doente e passou a apresentar um porte galante, com penugem de uma cor verde muito viva. A garota, que o havia rejeitado de início, se apagou a ele. Passava horas falando com o seu agora melhor amigo e mal podia acreditar que havia se desapontado quando o recebeu de presente.
Mas, mesmo nas melhores história, sempre existem fatalidades e mesmo a pessoa mais cuidadosa comete erros. A menina, um dia, esqueceu a gaiola destrancada e o seu esperto bichinho, usando de seu bico, ergueu a portinha e bateu asas, aproveitando a janela que fora deixada aberta para arejar o ambiente.
Quando garota voltou pra casa, desesperou-se. A gaiola aberta e vazia fez seu coração se apertar, e mesmo mal tendo tempo, sentiu falta do seu amigo. Vasculhou a casa, o quintal, as redondezas, mas não achou o papagaio. Chorou a noite toda, em suas orações antes de deitar-se implorou a Deus que trouxesse de volta o animal que tanto amava.
Na manhã seguinte, ao sair de casa para ir ao colégio, teve uma grata surpresa. Pousado no galho da árvore que ficava no gramado em frente a sua casa estava seu papagaio. Quando ele a viu, levantou vôo. Desenhou sobre a cabeça da menina círculos e mais círculos. Os pequenos olhinhos brilhavam de felicidade enquanto suas penas esvoaçavam contra o vento e quase podia ver-se um rastro reluzente seguindo-o. O pássaro explodia de felicidade.
A garota o agarrou e fez carinho, deixou rolar uma lágrima de alegria e, logo após, o trancafiou novamente. No dia seguinte, mandou cortar suas asas. A ave deprimiu-se. Após ter uma experiência de liberdade, não podia sentir-se contente estando novamente entre aquelas grades de ferro. Sua penugem já não tinha mais o brilho e vivacidade de outrora. Sua dona sabia disso, via nos olhos de seu companheiro a ânsia por um novo vôo, a vontade de novamente ganhar os céus e sentia pesar por ele. Sentia-se culpada, mas o que poderia fazer? Amava-o demais para deixá-lo livre. Mesmo que ele tenha voltado uma vez, alguém podia garantir que voltaria novamente? Poderia ela confiar, ter essa certeza?
Não podia permitir-se perder seu melhor amigo. Talvez ela não tenha notado, ou mais provavelmente não quis fazê-lo, mas toda vez que a janela era deixada aberta, o animal ficava ainda mais abatido. Enquanto admirava, lá fora, as andorinhas que cortavam os céus na direção do vento, se via dentro de uma jaula, recebendo comida e água fresca de outros, sem poder sentir o vento contra si ou deixar que este lhe dissesse que rumo tomar. E tudo o que sabia, tudo que podia saber, é que era amado. Tão amado que não lhe permitiam ser livre.
Ah, e fim!
É tão difícil escrever um texto razoável com um tema desses :D
Mas eu consegui! Eu sou brasileira e não desisto nunca, haha!
Obrigado pra quem leu e até a próxima vez que eu aparecer por aqui ^-^

2 comentários:
otimo texto mana, me deu dó do papagaio, mas, é pra refletir. bjokas
fuiiii
nem li... ;D
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