quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quando a irmã entra em cena...

Pra todo mundo que acompanha o blog do Carlitos, aqui quem vos fala, ou melhor, posta, é a Mariana, irmã dele.
O Carlos me deu um tema pra escrever um texto, que está mais pra desafio.
E o tema é: papagaio. O.o
Não foi fácil pensar no que escrever, mas depois de incríveis trinta minutos consegui produzir alguma coisa em um nível que eu espero que seja aceitável.
E o texto é...

O papagaio que era amado

Era uma vez uma garota que ganhou um papagaio. Foi no seu aniversário de dez anos, a garota queria um bichinho e pediu para seu pai. Obviamente o que ela esperava era um grande e lindo cachorro, ou um elegante gato. Quando lhe trouxeram o papagaio, magricela e de um verde-amarelado quase doentio, se decepcionou. Mas, como não era do tipo que fica entristecida por esse tipo de coisa, preferiu pensar pelo lado bom: pelo menos não era um peixe.

Depois de algum tempo em sua casa, o papagaio perdeu sua aparência de doente e passou a apresentar um porte galante, com penugem de uma cor verde muito viva. A garota, que o havia rejeitado de início, se apagou a ele. Passava horas falando com o seu agora melhor amigo e mal podia acreditar que havia se desapontado quando o recebeu de presente.

Mas, mesmo nas melhores história, sempre existem fatalidades e mesmo a pessoa mais cuidadosa comete erros. A menina, um dia, esqueceu a gaiola destrancada e o seu esperto bichinho, usando de seu bico, ergueu a portinha e bateu asas, aproveitando a janela que fora deixada aberta para arejar o ambiente.

Quando garota voltou pra casa, desesperou-se. A gaiola aberta e vazia fez seu coração se apertar, e mesmo mal tendo tempo, sentiu falta do seu amigo. Vasculhou a casa, o quintal, as redondezas, mas não achou o papagaio. Chorou a noite toda, em suas orações antes de deitar-se implorou a Deus que trouxesse de volta o animal que tanto amava.

Na manhã seguinte, ao sair de casa para ir ao colégio, teve uma grata surpresa. Pousado no galho da árvore que ficava no gramado em frente a sua casa estava seu papagaio. Quando ele a viu, levantou vôo. Desenhou sobre a cabeça da menina círculos e mais círculos. Os pequenos olhinhos brilhavam de felicidade enquanto suas penas esvoaçavam contra o vento e quase podia ver-se um rastro reluzente seguindo-o. O pássaro explodia de felicidade.

A garota o agarrou e fez carinho, deixou rolar uma lágrima de alegria e, logo após, o trancafiou novamente. No dia seguinte, mandou cortar suas asas. A ave deprimiu-se. Após ter uma experiência de liberdade, não podia sentir-se contente estando novamente entre aquelas grades de ferro. Sua penugem já não tinha mais o brilho e vivacidade de outrora. Sua dona sabia disso, via nos olhos de seu companheiro a ânsia por um novo vôo, a vontade de novamente ganhar os céus e sentia pesar por ele. Sentia-se culpada, mas o que poderia fazer? Amava-o demais para deixá-lo livre. Mesmo que ele tenha voltado uma vez, alguém podia garantir que voltaria novamente? Poderia ela confiar, ter essa certeza?

Não podia permitir-se perder seu melhor amigo. Talvez ela não tenha notado, ou mais provavelmente não quis fazê-lo, mas toda vez que a janela era deixada aberta, o animal ficava ainda mais abatido. Enquanto admirava, lá fora, as andorinhas que cortavam os céus na direção do vento, se via dentro de uma jaula, recebendo comida e água fresca de outros, sem poder sentir o vento contra si ou deixar que este lhe dissesse que rumo tomar. E tudo o que sabia, tudo que podia saber, é que era amado. Tão amado que não lhe permitiam ser livre.


Ah, e fim!
É tão difícil escrever um texto razoável com um tema desses :D
Mas eu consegui! Eu sou brasileira e não desisto nunca, haha!
Obrigado pra quem leu e até a próxima vez que eu aparecer por aqui ^-^

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pra quem gosta de e-books

O Senhor dos Anéis - Livro 0 - O Hobbit

Uma ótima leitura pra quem curte esse gênero de livro

http://rapidshare.com/files/238483771/O_Senhor_dos_An_is_-_Livro_0_-_O_Hobbit__ebook_.PDF.html

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Artigo Reflexão Sobre a teoria Sofista em Relação a Publicidade

Artigo escrito no Terceiro período de Publicidade e propaganda para a matéria de Português

http://rapidshare.com/files/232990910/Reflex_o_sobre_a_rela__o_da_teoria_sofista_com_a_publicidade.doc.html

sexta-feira, 27 de março de 2009

O Problema Somos Nós

O que você vai ler nos próximos parágrafos é um discurso inflamado, bem no estilo Che Guevara, Lula 1989 ou do estrassadinho dono da padaria (pelo menos aqui ele é estressado). Se você não gosta desse tipo de texto, não leia, se você acha que estou escrevendo isso por que estou indignado, acertou e se você acha que discurso é papo furado, pare por aqui.

Para vocês que resolveram continuar a leitura, vou explicar o motivo da minha indignação. Porque nós, publicitários ou aspirantes a tal, temos um ego assustadoramente inchado a ponto de achar que não precisamos de regras?

Regras, isso mesmo, aqueles livrinhos que vem com um monte de coisas que devem ser feitas, para que alguma coisa funcione corretamente. Alguns talvez pensem que regras é para advogados ou talvez, que sirvam para um juiz ter critério na hora de expulsar um jogador de campo.

O fato que me deixou indignado, e talvez muitos irão achar uma tremenda bobagem, foi o seguinte:

Trabalho na administração pública, (não por opção, já que gostaria de estar trabalhando em uma agência) na área da saúde, e tive o desprazer de ver como nossa profissão ou futura profissão é totalmente desvalorizada, não pelos outros, muito pelo contrário, pelos próprios publicitários, como coloquei trabalho com saúde, e vi nessa manhã, (não por culpa da moça, porque ela apenas recebe ordens) uma ENFERMEIRA montando um FOLDER no WORD para ser enviado pra gráfica.

Isso mesmo caros colegas, o folder que deveria estar sendo montado por um publicitário, um PROFISSIONAL na área de comunicação, estava sendo feito por alguém que estudou para cuidar de doentes.

E por que citei a necessidade das regras? Simples, eu como futuro publicitário, não posso aplicar uma injeção porque não tenho um número de COREN (Conselho Regional de Enfermagem), não posso assinar uma planta baixa porque não tenho um CRECI (Conselho Regional de Engenharia Civil), agora o “moleque que sabe mexer no Corel” pode mandar um trabalho publicitário pra qualquer lugar, somente pelo fato de não termos REGRAS.

Não temos um método ou uma lei, que proteja a profissão, que faça com que o publicitário possa botar no seu carimbo a marca PUBLICITÁRIO e saber que está lá porque estudou para isso.

Me espanta o comodismo com o qual tratamos nossa profissão, e me incluo nisso também, mas pelo menos me proponho a pensar sobre, o que talvez possa ser um começo. Cansei de ver publicitários reclamando que precisam abaixar o preço porque o “moleque que sabe mexer no Corel” faz uma logomarca de empresa por 50 reais. E, se você pensar, vai ver que funciona bem assim.

Não proponho uma revolução tipo as FARC, mas que os profissionais desta área, a qual escolhi para ser a minha PROFISSÃO possam se valorizar, e realmente lutar para que possamos competir com publicitários e não com qualquer um que saiba usar as ferramentas do Photoshop.

E digo mais, você não estuda psicodinâmica das cores, simplesmente pra saber que as cores têm funções, você não fica horas dentro de um estúdio fotográfica pra fazer fotos bonitinhas, fotos bonitinhas minha irmã de 14 anos também faz, não me quebrei em 3 cadeiras de português e 3 de redação para vir o cliente e dizer “coloca esse texto que eu escrevi”

Escrevo isso não apenas por revolta, mas sempre acreditei que a regulamentação da PROFISSÃO publicitário é de extrema importância, e digo o porque, não quero ter que competir com o moleque do Corel, já que irei torrar mais de 40 mil Reais na minha faculdade gostaria, realmente, de competir com gente do mesmo nível de conhecimento, já que para o cliente 50 pela logo é muito melhor que 500 por um conceito.

Publicitários ou aspirantes, tenham em mente que seu diploma não garante sua PROFISSÃO, e espero, de coração não encontrar nenhum publicitário recortando fotos pra tablóides por 600 reais ao mês.

Pensem nisso.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Show Está Começando

Abrem-se as cortinas, o palco está armado para o grande show da televisão brasileira, 18 atores fazem parte da apresentação mais bizarra que já tive o desprazer de assistir em raras oportunidades.

Uma breve pesquisa me trouxe um resultado que fiquei boquiaberto ao visualizá-lo, foram quase 122 mil candidatos para as 18 vagas no BBB9 e o motivo para tal espanto? Simples, o vestibular para medicina da FUVEST em 2007 http://www.fuvest.br/scr/inscar.asp?anofuv=2007&xreg=TT registrou uma relação candidato/vaga de 32,43 por vaga, enquanto nosso ilustríssimo BBB9 tem uma relação (me perdoem a linguagem utilizada) otário/vaga de 6777,77 por um emprego de no máximo 3 meses.

Muitos talvez me critiquem, mas estou de peito aberto para recebê-las e devolve-las da mesma forma que chegam, mas a exploração pública de pessoas, sendo expostas ao ridículo e aos olhares de uma nação com milhões de “seres pensantes”, me fazem desacreditar num futuro consciente e com pessoas instruídas e críticas.

Preste atenção, é infinitamente mais fácil você entrar na faculdade de medicina pela USP do que entrar no BBB. Não precisamos ser gênios então para concluir que é mais fácil estudar do que tentar entrar na casa.

Entro então em um assunto de extrema importância e que, a maioria dos jovens, o coloca em segundo plano por preguiça (isso mesmo, preguiça), o estudo, sinto vergonha do ensino no Brasil, não pelos professores, que engolem sapo todo dia dessa “piazada” que não quer saber de nada na vida a não ser zoar, beber e fazer festa.

Me reservo o direito à critica pelo fato de já ter sido um desses “piás” que não estavam nem aí com a vida, e hoje vejo a falta que me fez algumas horas de estudo e o comprometimento com o meu futuro. Não é lamento ou desabafo, chama-se experiência, e por causa dessa experiência posso dizer a vocês, estudem pelo amor de Deus.

Voltando ao BBB, para nós, futuros publicitários, é a Meca para os anunciantes, milhões de pessoas assistindo, milhões de possíveis clientes e milhões nas contas dos clientes (e nas nossas tbm), mas o que me dói mais é saber que a alienação provocada por esse tipo de programa cria uma “burrice temporal” onde, por 3 longos meses, o assunto que faz parte do cotidiano é a briga entre os Brothers ou quais são as “panelinhas” que estão se formando na casa.

Enquanto pessoas pagam pra eliminar aquele Brother chato do programa, eu pago para me qualificar e garantir o meu futuro, e partindo pra relação custo/benefício acredito que estarei em vantagem no final das contas e, pensem, como mostrado acima, é mais fácil você ser médico do que virar um Brother.

O show está começando, resta saber se você faz parte da massa ou é quem “sova” ela, abra a cabeça a críticas, pense e tome sua decisão, o futuro do país está em nossas mãos.